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Percurso
das Minas

percurso pedestre

10,2 km

550/800m

PR2

É um percurso circular de pequena rota com elevado interesse paisagístico, cultural e ambiental. Apresenta uma extensão de 10,2 km percorrendo terrenos situados entre altitudes de 550 a 800 metros.

O percurso tem início no largo junto à escola primária e capela da Tulha Nova, seguindo um caminho de terra batida até à igreja de S. Martinho em Moimenta. O terreno a partir deste ponto é muito desnivelado e escorregadio, pelo que se aconselha ter o máximo cuidado.

Siga por uma levada de água, ainda utilizada para rega de pastagens. A existência de gado bovino e caprino é uma constante, desfrute da paisagem enquanto atravessa a calçada granítica da antiga passagem para as minas. Não se aconselha a entrada nas minas devido ao desconhecimento do estado das mesmas, por isso tenha atenção aos buracos existentes.

Continue o percurso e antes de começar a subir a antiga travessia dos trabalhadores das minas descanse.Suba com atenção até à povoação de Sobrado, e depois desta povoação é sempre a descer até à ponte sobre o Rio Tenente.

Atravesse os lameiros e siga as marcações até encontrar novamente a calçada granítica.Irá passar pelas povoações de Moimenta de Cabril e Levadas, esta última, uma aldeia típica de xisto. Depois de sair da aldeia das Levadas, o caminho irá leva-lo novamente até à aldeia da Tulha Nova, e ao nosso ponto de encontro.

O percurso pode ser feito em ambos os sentidos.

Exploração de volfrâmio nas minas de Moimenta de Cabril.

As minas de Moimenta foram exploradas durante a Segunda Guerra Mundial, por uma companhia Inglesa, das quais foi feita a extração de volfrâmio e estanho. Os jazigos de volfrâmio integram-se num conjunto de depósitos de tungsténio e estanho que se distribuem desde a Galiza a Castela (Espanha) atravessando o norte e centro de Portugal, definindo assim, a designada “Província estano-volframítica”.

As mineralizações ocorrem em filões de quartzo e de pegmatitos intruídos na mancha granítica de Moimenta, pertencente ao Maciço do Montemuro. A mancha de Moimenta é alongada e apresenta contornos sinuosos tratando-se de um afloramento de granito porfiróide, de grão médio, situado entre Moimenta, Tulha Nova, Sobrado, Sobreda e Levadas. Segundo testemunhos de antigos mineiros, tratava-se de um complexo mineiro bastante mecanizado. As galerias eram abertas com a ajuda de explosivos e de martelos pneumáticos que usavam brocas com cerca de 35 milímetros, perfurando mais de um metro de comprimento. O material extraído era despejado num martelo mecânico movido por um motor a gasóleo, onde era britado, seguindo para a lavaria, atualmente em ruínas, local onde se fazia a primeira separação do volfrâmio.

As minas de Volfrâmio de Cabril, hoje desativadas, não são somente um sítio abandonado, com esporádicas visitas. São as memórias de gente que suou, sofreu riu, chorou e que diariamente lutavam contra o cansaço.

A área identificada como geossítio desenvolve-se à volta da exploração de um recurso geológico, o volfrâmio e estanho, em meados do século passado. Os jazigos de volfrâmio integram-se num conjunto de depósitos de tungsténio e estanho que se distribuem desde a Galiza a Castela (Espanha) atravessando o norte e centro de Portugal, e definindo a designada “Província estano-volframítica” (Neiva, 1944).